Poderão ser utilizados até quatro ecrãs em simultâneo e será possível fazer descarregamentos ilimitados em até 10 dispositivos, assim como vai possível criar sete perfis de utilizador diferentes. A pensar nos mais novos, o serviço inclui a possibilidade de os pais definirem perfis infantis, onde os menus serão mais simples, para que as crianças naveguem de forma intuitiva e tenham acesso a conteúdo apropriado para a sua faixa etária.

O que posso ver?

Basicamente o que se lembrar que é da Disney — independentemente de que Era for. De Alice no País das Maravilhas (1951) a A Família Robinson (1960), passando pela versão live action de Cinderella (2015). No entanto, vão existir casos em que alguns filmes/séries podem estar ligados contratualmente a outros serviços e que só chegarão à Disney+ mais tarde. Assim como não se espere conteúdo mais maduro, violento ou sombrio. A Disney é uma marca de familiar e o conteúdo da plataforma reflete-se nesse molde. 

Ainda assim, todos os filmes de Guerra das Estrelas estão disponíveis para visionamento (incluindo Star Wars: A Ascensão de Skywalker (2019), o último da nova trilogia) bem como será possível assistir a mais de 30 filmes da Marvel. No entanto, não espere, para já, ver Homem-Aranha: Longe de Casa (2019) ou Spider-Man: Into The Spider-Verse (2018). São filmes da chancela Marvel, mas os direitos de exibição das histórias de Peter Parker pertencem aos dos estúdios Sony. 

O mesmo se passa com as séries Jessica Jones, Punisher, Luke Cage, Defenders, Iron First ou Daredevil, que numa primeira fase também não estarão presentes na plataforma. De acordo com o site Indiewire, há um contrato que impede a sua exibição e/ou personagens de aparecerem em qualquer outra série ou filme que não seja da Netflix durante pelo menos dois anos após o seu cancelamento. A título de exemplo, Daredevil foi cancelada em novembro de 2018, pelo que será presumível que possa fazer parte da grelha de títulos disponíveis lá para o final do ano.

Contudo, existem várias opções além de êxitos de franquias. Porém, iremos sublinhar apenas três para ajudar a arrancar a jornada, caso esteja a considerar aderir ao serviço. São elas:

  1. “O Único e Incomparável Ivan”
  2. “Hamilton”
  3. “A Dama e o Vagabundo” (a nova versão)

O primeiro, é uma adaptação do livro infantil homónimo da escritora K.A. Applegate, que debruça sobre um gorila que procura conquistar o direito à sua liberdade e trata-se de uma mistura de imagem real e animais digitais e conta no elenco com atores de alta renomeada como Bryan Cranston, Sam Rockwell, Angelina Jolie ou Helen Mirren. Chegou a ter estreia planeada no cinema, mas devido à pandemia passou diretamente para a plataforma de streaming da Disney. O SAPO Mag esteve à conversa com a realizadora e o elenco no início deste mês e pode recordá-la aqui.

O segundo é a versão filme do aclamado musical com o mesmo nome, protagonizado por Lin Manuel-Miranda (His Dark Materials), que dá vida Alexander Hamilton, um dos “Pais Fundadores” dos EUA. A peça é um ícone de popularidade na famosa Broadway, ganhou 11 Tony’s e um bilhete (normal) para assistir ao vivo a produção custa 200 dólares (mas o bilhete premium chegou a custar em tempos 1,150 dólares, segundo a Variety). 

O terceiro não é mais do que a recriação em imagem real e animação fotorealista do desenhado animado (também disponível) de 1955 — em tudo semelhante ao tratamento que a Disney fez aos seus clássicos A Bela e o Monstro, Aladdin e O Rei Leão. Será, portanto, um momento para recordar as aventuras de Dama, a cadelita cocker spaniel (aristocrata) que não pretendia que tal acontecesse, mas que acaba por se apaixonar por um rafeiro viralata (Vagabundo). Tessa Thompson e Justin Theroux emprestam as vozes ao casal de quatro patas. 

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O que vem aí?

O que se pode esperar (em grande) nos próximos tempos? Além da já referida segunda temporada de The Mandalorian (Out. 2020) o calendário marca a estreia da série WandaVision (Dez. 2020) — em que Elizabeth Olsen e Paul Bettany retomam os seus papéis de Wanda Maximoff / Scarlet Witch e Vision, respetivamente, da série cinematográfica do universo da Marvel. 

The Falcon e The Winter Soldier estava originalmente calendarizada para sair em agosto, mas foi adiada para 2021 devido à pandemia. É dos conteúdos a nível de séries mais aguardados da Marvel, sendo que a ação começa após o final de Vingadores: Endgame, em que a equipa de Sam Wilson (Anthony Mackie) e Bucky Barnes (Sebastian Stan) volta a enfrentar novas ameaças — convém recordar que Steve Rogers passou o escudo do Capitão América a Sam no final de Endgame. 

Contudo, o nome mais sonante a chegar à Disney+ em Portugal é Mulan (2020). O projeto demorou cinco anos a concretizar, custou 200 milhões de dólares e era considerado um dos grandes lançamentos cinematográficos do ano até a pandemia vir atrapalhar aquilo que seria normal e expectável — um sucesso de bilheteira.

Em comunicado, a plataforma deu a conhecer que o filme estará disponível no país como parte integrante da oferta para todos os subscritores, em 4 de dezembro, e que não será cobrado qualquer valor adicional para o seu visionamento.

A novidade GroupWatch

Trata-se de uma nova funcionalidade que a Disney+ está a testar atualmente no Canadá e que dá aos subscritores a possibilidade de ver qualquer série ou filme na plataforma em simultâneo com os seus amigos ou família (co-viewing). É esperado que seja lançado noutros mercados nos próximos meses, incluído em Portugal. Também estão previstas centenas de séries, curtas-metragens e especiais vindas do Disney Channel no futuro.